PARCEIROS | JOGOS | NEWSLETTER

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

   
ARTIGO / TRIPS


ph. Aventura-te... ©DR
DICAS PARA O VIAJANTE
08/07/2010, 11:21 >> Vadiagem é o que os bodyboarders mais gostam de fazer na vida. Andar eternamente na rota das ondas ou em busca da onda perfeita não são lugares-comuns ou mera ficção. As frases são, essencialmente, motes inspiracionais que espelham bem a nossa forma de estar na vida e no bodyboard, revelando todo o “feeling” do desporto e dos bodyboarders. E como bodyboarders que somos temos imperativamente que nos fazer à estrada. Por isso, vamos fazer um esforço e embarcar de uma vez por todas no sonho da nossa vida. Por sabermos que viajar é uma necessidade cada vez mais actual do ser humano, que carrega sempre na mente o sentido da descoberta, decidimos facultar aos nossos prezáveis leitores uma infindável lista de tarefas e dicas indispensáveis ao surfista viajante da era actual. Aventurem-se…

VIAGEM DE UMA VIDA
- A principal prioridade é ver quanto tempo temos disponível para embarcar numa viagem. Duas semanas? Lindo, pois esse período dá para optar por um destino mais longínquo. Sabemos à partida que em viagens para fora da Europa se perde um dia na ida e outro na volta, mas em todo o caso sempre é melhor do que ficar em casa a jogar consola ou a ver filmes onde só os outros apanham altas ondas. Vive também tu o sonho!;
- Se a ideia é fugir ao crowd e usufruir de melhores condições, então há que procurar novos spots, outros locais, novos países! Informa-te sobre a época em que estás a pensar viajar e verifica a consistência do swell nas várias regiões do globo;
- Pesquisa q.b. sobre o destino escolhido, fica por dentro do seu custo de vida e analisa vários cenários com vista a saberes, por exemplo, se compensa alugar um carro ou apanhar um táxi mal se chega ao aeroporto. Recolhe informações sobre as ondas, praias e dialecto local. Parecendo que não, poupas tempo e ganhas confiança para embarcar definitivamente na aventura;
- Define uma data realista que permita juntar a verba necessária, ficar em boa forma e recolher toda a informação indispensável (i.e., preços de viagem, local, ondas, etc.);
- Reúne um grupo de amigos que esteja na mesma linha de pensamento e apresente o mesmo nível. É certo que o que todos procuram é aventura e uma expedição fantástica, a melhor das suas vidas se possível, mas para que tudo corra na perfeição é preciso sabermos o que a casa gasta. Se te juntares a um grupo mais experiente, melhor ainda, pois eles saberão fornecer-te uma série de dicas cruciais;
- Basicamente, hoje em dia podes ir a qualquer parte do mundo numa questão de horas, mas isso custa dinheiro. Por vezes, muito. Se esta viagem é o sonho da tua vida, então começa desde já a poupar. Para teres uma ideia, os trinta euros que gastas nos copos numa saída banal de sábado à noite dão facilmente para cobrir três dias de estadia e alimentação em Bali. Dá que pensar, não dá? A vida não é fácil e para que o sonho se torne realidade talvez seja necessário fazer alguns sacrifícios;
- Faz a reserva, compromete-te de uma vez por todas! Na realidade estás a dar um passo em frente e a ultrapassar uma importante barreira psicológica. A partir do momento em que a reserva está feita e o depósito efectuado não há como não ir.

AS BOAT TRIPS
- Normalmente, as viagens de barco estendem-se entre 7 a 15 dias com 5, 10, 12 ou 15 pessoas a bordo. Certifica-te que todos os elementos do grupo estão em sintonia para evitar segundas escolhas no que diz respeito aos sítios a surfar/ancorar. Se todos apresentarem um nível de habilidade homogéneo está garantido que nunca haverá espaço para discussões desnecessárias;
- Se a sorte estiver do teu lado, já sabes que em média vais surfar entre seis a nove horas por dia, por isso, prepara-te atempadamente para um tremendo desgaste físico;
- Viaja leve. Tudo o que precisas a bordo são uns quantos calções, t-shirts, licras e restante material para atacar as ondas;
- A escolha do destino depende do à-vontade de cada um, da época e do tipo de ondas que se pretende apanhar. Uma boat trip pela Indonésia (Sumbawa, Ombok e Lombok) é indicada para bodyboarders de nível médio/avançado, enquanto as Maldivas (Atóis do Norte) são um destino por natureza mais relax e “soft”, mas igualmente incrível. Neste capítulo as Mentawai são seguramente a zona mais intensa, adequada a bodyboarders experientes, e também a mais dispendiosa;
- As boat trips apresentam um custo elevado (especialmente nas Mentawai e Maldivas), mas têm tudo incluído, desde passagens aéreas, refeições, bebidas, tripulação, dingy que te leva ao pico, gasolina, etc. Enfim, tudo o que é necessário para andar “atrás delas”. Alguns barcos são efectivamente de nível superior e estão muito para além do alcance da carteira do surfista comum. No entanto, um barco modesto possui chuveiros, casa de banho, beliche ou quarto individual, sombra exterior para “chill out”, consola, leitor de dvd/cd, cozinha, zona de refeições, etc.;
- Não vamos mentir! Quem embarca numa boat trip vai essencialmente à procura de ondas e muito surf. É lógico que dá para ir a terra mesmo estando instalado num barco, mas a experiência diz-nos que raramente isso sucede. O que se passa é que, quando não estamos na água, optamos por relaxar e a recuperar energias no barco. Se o que procuras é um contacto directo com o povo e a paisagem local, então muito provavelmente uma trip por terra será mais indicada para ti.

BAGAGEM DE MÃO E EQUIPAMENTO
- A prioridade número um é ter uma boa mochila, com um tamanho razoável e uma boa arrumação. Se possível, com um saco adicional ou compartimento à prova de água para que mais tarde possa ser levada tranquilamente para a praia;
- Acondiciona num só local documentos importantes e intransmissíveis como o passaporte, bilhete de avião, carta de condução internacional, cartões de crédito e/ou seguros. Escolhe uma bolsa e mantém-nos sempre por lá, retirando-os apenas quando são solicitados;
- Usa os restantes compartimentos para guardar a câmara fotográfica (num sítio protegido, limpo e seguro), portátil, telemóvel, óculos de sol (se possível em caixa dura), a última edição da VERT e o leitor de mp3 que tanta companhia te farão até chegares ao destino final. Em muitos países as revistas são uma boa moeda de troca (tal como os autocolantes);
- Mantém uma garrafa de água à mão (as viagens aéreas desidratam-nos!) e algumas peças de fruta para que possas fugir à habitual dieta que o catering das companhias aéreas obrigam;
- Após uma longa viagem, uma pastilha elástica refresca o hálito e faz maravilhas a suavizar a pressão instalada nos ouvidos;
- É importante não perder a mochila de vista quando vais, por exemplo, ao balcão pedir informações ou à casa de banho;
- No que respeita ao material técnico não há volta a dar, leva tudo a dobrar (duas pranchas, dois pares de pés-de-pato, dois leashes, duas licras, etc.);
- Se o destino é água quente, o nosso conselho é que deixes a prancha em PE em casa em detrimento de uma boa arma com bloco em PP;
- Opta por uma capa que seja reforçada e resistente ao calor, não só para proteger a prancha de pequenos toques no manuseamento de voo para voo, mas também para evitar que derreta ao sol na praia;
- Após juntar toda a tralha, pega em metade das coisas e volta a arrumar tudo de novo. Nunca leves mais do que na realidade é necessário.

CHECK LIST FINAL
- Leva uma quantas barras de wax, pois são uma boa base de troca com os locais e por vezes assumem mais valor que o próprio ouro;
- Viaja com roupa cómoda e leve, uma pequena lanterna, caneta e papel;
- O estojo de primeiros socorros é um “must”, bem como protector solar, chapéu, repelente e rede de mosquitos (nos trópicos);
- Analisa o convite, mas à partida não é de bom tom recusar hospitalidade. Em muitos sítios tal é encarado como falta de educação;
- Verifica atempadamente se a documentação (passaportes, vistos, vacinas) está em dia;
- Recolhe o máximo de informação possível sobre o local para onde viajas.

QUANDO IR?
Primavera (Março a Maio): França, Ilhas Canárias, Bali, Maldivas, Sri Lanka, Gana, Açores, Nova Zelândia e Gold Coast (Austrália);
Verão (Junho a Agosto): África do Sul (J-Bay), Fiji, Ilhas Cook, Angola, Peru, México, Chile, Equador, Indonésia, Mentawai, Timor Leste, Ilha Reunião, Taiti, Ilha de Páscoa, Argentina, Guatemala, Moçambique, Brasil, Madagáscar, Austrália NSW, Maldivas e Pacífico Sul;
Outono (Setembro a Novembro): Filipinas (Siargao), França, Irlanda, Inglaterra, Indonésia (final de temporada), Norte de Espanha, Ilhas Canárias (início de temporada), Madeira, Açores e Barbados;
Inverno (Dezembro a Fevereiro): Cabo Verde, Havai, Martinique, Venezuela, Nova Zelândia, Austrália, Caraíbas, Barbados, Porto Rico, Marrocos, Califórnia, Ilhas Canárias, Costa Rica, África do Sul (Cape Town, Durban) e República Dominicana.

TOP LINKS
www.wavehunters.com
www.wannasurf.com
www.lonelyplanet.com
www.secretsumatra.com
www.g-land.com
www.escapetravel.pt
www.waterwaystravel.com

texto publicado na Vert 83 (Dezembro 2007)

Partilhar
Bookmark and Share
< voltar
   


©Copyright Vert 2009. Todos os direitos reservados | Política de privacidade | Termos de utilização | Contactos